Descansou nessa tarde de domingo, 23, o Centenário José Menezes de Sá, um homem que fez história!
Ele descansou. Seu velório foi na Rua Bandeirantes, 170, bairro Goiabal. O sepultamento foi as 10h de hoje no cemitério Alto São José.
"Os jovens se cansarão e se fatigarão e os mancebos certamente cairão. Mas os que esperam no Senhor renovarão as suas forças, subirão com asas como águias; correrão e não se cansarão; caminharão e não se fatigarão." Isaias 40:30-31.
Nessa tarde de domingo do dia 23 de setembro de 2018, por volta das 15h aproximadamente, a cidade de Pedreiras perdeu mais um cidadão honrado, que marcou a história do nosso município, pela sua perseverança, seu exemplo e sabedoria.
Estamos falando do centenário José Menezes de Sá, que segundo uma biografia sua escrita pela professora de Língua Portuguesa, Elci, sua sobrinha, era filho de João Gomes de Menezes e Agina Furtado Leite. Nascido em 23 de outubro do ano de 1917 (portanto, em 2017, o mesmo completara 100 anos de vida) em Santa Maria município de São José de Belmonte-PE. Seus padrinhos foram Francisco Gomes de Sá e Maia Furtado de Menezes. Com espírito aventureiro partiu para o Maranhão sozinho em busca de parentes que aqui já estavam. Tinha 25 anos quando veio, demorou vários dias andando ora a pé, ora de caminhão e trem. Passou por Pedreiras ainda desabitada e chegou em Boa Vista do Gustavo nessa época município de Pedreiras onde encontrou vários parentes. Chegando em Boa Vista logo se encantou por aquela que seria sua esposa Maia Tavares e se casaram no dia 23 de julho de 1943 em São Pedro. Em Boa Vista nasceu seus três filhos: Sinésio, Marlene e Luís.
Sinésio teve quatro filhos, Marlene três filhos e Luís dois filhos. Sinésio casou-se com Santa, Marlene casou-se com Chicó e Luís com Deusimar. Dos nove netos já nasceram dezoito bisnetos e 10 trinetos, uma descendência bem grande e abençoada por Deus.
Sua profissão principal: lavrador, masexerceu outras profissões como professor por um bom tempo na Boa Vista e comerciante também. Como comerciante vendia café, pimenta do reino, cebola etc. No seu jumentinho pelos interiores e trazia ovos e galinha caipira para vender na cidade. Depois montou uma pequena lanchonete aqui em Trizidela na época das grandes oficinas e vendia bastante doces, sucos, bolos e panelada.
Aposentou-se de sua luta como lavrador em 1993, mas continuou trabalhando na lanchonete até quando pode.
Em abril de 1993 perdeu sua querida esposa e em dezembro perdeu sua mãe. Viúvo passou a morar com sua filha Marlene até o ano de 2005. Depois foi morar com Luís onde esteve até o seu último dia de vida.
Em 2007 comemorou os seus 90 anos e teve também muitas provações com incidentes que acontecem. Quebrou a perna em uma queda dentro de casa mesmo. Nos anos anteriores já tinha acontecido dois acidentes de caminhão com ele só ferindo costelas e lesionando as penas, mas em 2007 a perna foi quebrada e deixou o homem que gostava tanto de andar, visitar parentes sem poder mais se locomover. Quando podia andar, visitava parentes em Brasília, Pernambuco, Porção de Pedras e Trizidela. Fazia uma escala de visitas. Pena que hoje o retorno das visitas é bem pequeno. O povo vive sem tempo de visitar até mesmo os parentes.
No ano de 2015 teve duas crises muio forte: uma no mês de abril e outra no mês de junho mais forte ainda. Mas Deus foi benevolente para com ele e continuou atravessando rumo aos 100 anos.
Suas histórias de pernambuco encantam novos e velhos poque ele conta como se estivesse vivendo hoje aquele momento de tantos anos atrás. Viu o cangaceiro Lampião, revoltosos e outras histórias mais. Deus deu ao tio José Menezes o privilégio de uma memória tão boa e lucidez até hoje. Somos agradecidos como família Menezes ao nosso bom Deus pela graça e vida desse pai, tio e avô tão querido que chega aos 100 anos lúcido. Que muitas histórias ainda o senhor possa contar para a família.































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