domingo, 24 de maio de 2026

O "NOVO" SEM DISCURSO E O VELHO ULTRAPASSADO

 COLUNA DO JOAQUIM FILHO


EU VOU FALAR!

A política brasileira - no seu contexto geral -, infelizmente, a cada dia que passa, vai se tornando mais inescrupulosa, a ponto de, aos poucos, ir se tornando aquela ciência e arte que não possa mais verdadeiramente cativar ou encantar mulheres e homens que tenham um mínimo de ética e valores morais que possam construir uma sociedade justa, livre, democrática e igualitária para todas e todos. Somente. 

Hoje, domingo, dia 24 de maio de 2026, no período da tarde, mexendo no meu celular, por acaso, deparei-me com uma matéria política local, embora seja um assunto que pouco me interessa, na qual um determinado repórter entrevistava certas personalidades do nosso meio político local, sendo uma, do cenário estadual.

Após assisti ao vídeo, na íntegra, com muita atenção e respeito, aquela entrevista me suscitou a fazer uma reflexão acerca do momento que ora vivemos, do sistema que rege todo esse mundo de articulações, conjunturas e conjecturas e, ainda, sobretudo, do quanto os nossos agentes políticos, esses que se intitulam lideranças, são perspicazes e sagazes, usando da sua "carta na manga", da "genialidade", ao procurar se aliar com com os "neófitos" sem discurso, sem propostas, sem projetos, sem compromisso com as políticas públicas, sem aliança com o povo, mas com o poder na mão em prol de si e dos seus.

Diante dessa realidade que ora abordamos, através desse texto, a minha reflexão vespertina dominical, fizera-me pensar e fazer uma comparação contextualizada acerca de política, velhice e mobilidade. 

É natural, que com o avançar da nossa idade o nosso corpo vai, aos poucos, perdendo seus movimentos e comprometendo a nossa mobilidade. Então, entra em cena como parceiros alguns aparelhos ortopédicos que vão nos auxiliar, como por exemplos a cadeira de rodas e a muleta. Contextualizando essa nossa tese, na política não é diferente: quando o político viciado, aquele de carreira, que fez dessa prática politiqueira um meio para se dar bem na vida, ele usa dessas parcerias como forma de sobrevivência.

Destarte, o "novo", não de certa forma, ingênuo - pois político não tem nada de besta -, mas por outro lado, atendendo os seus interesses pessoais, aceita e abraça o jogo; enquanto que o velho (é velho mesmo, literalmente, e sem aspas), desbravador de alto mar, artista, conhecedor dos atalhos que andara por muitos anos, vê nessa estratégia a única e salvadora forma de sobrevivência nesse mar onde ele se fez e ainda quer ser manter o tubarão.

Pedreiras (MA), 24 de maio de 2026

Joaquim Ferreira Filho

Cidadão Pedreirense. 

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